29/03/2017

Simulador Risco Sísmico e Tsunamis do Algarve SRSTA

Faz hoje 6 anos que em Tavira foi apresentada o Simulador de Riscos Sísmicos e Tsunamis do Algarve.

O então Adjunto de Comando da ANPC-CDOS Faro, Vasco Sousa apresentou a sessão de esclarecimento e demonstrações do simulador ao Conselho de Tavira.

Numa primeira fase, foi apresentado o simulador, suas funcionalidades e utilização.

Seguidamente, procedeu-se a uma explicação da utilização e serviço do mesmo na comunidade de planeamento e socorro em caso de catástrofe sismológica e tsunamis.

Após conclusão do mesmo, foi demonstrada através do simulador a situação do sismo ocorrido em 1755, como foi a forma que afectou a população de Tavira em conjunto com os dados relativos á época do incidente.

De seguida, procedeu-se a um estudo utilizando o SRSTA, calculando um novo sismo com o epicentro nos Picos de Gorringe, zona a SW de Sagres e onde se calcula que tenha ocorrido o sismo de 1755.

Os dados serão apresentados na tabela de seguida:




Sismo com magnitude de 8,7 localizado a SW de Sagres.
São 11 da manhã de um dia de Agosto de 2010


Na Cidade e suas imediações encontra-se a seguinte ocupação:




Após a recolha de informação selectiva o simulador informa:

 Acção a nível do solo na zona atingida pelo sismo.
 Danos em Edifícios.
 Danos em escolas e jardins-de-infância.
 Danos em equipamentos de saúde.
 Danos nas vias de comunicação.
 Danos na rede ferroviária.
 Danos na rede eléctrica.
 Danos no sistema de abastecimento de águas.
 Danos nas estações de tratamento de águas e estações elevatórias.
 Danos no saneamento básico.
 Danos de Tsunami (provisório).

Este dados serão interpretados pelo SRSTA e proporcionarão uma conjuntura de informação relativamente a acidentes com vidas humanas, estruturas e vias de comunicação entre outras informações.

No caso desta simulação o impacto de vítimas seria o seguinte:




A nível de Tsunamis, o estudo da tsunamografia ainda não está concluído, apresenta apenas uma informação no sistema ainda preliminar e não muito real, mas na observação final a zona de Tavira e suas Freguesias Ribeirinhas seriam atingidas de forma ligeira com o tsunami, visto segundo o simulador que as Ilhas barreiras absorveriam grande parte da energia libertada pelas ondas, sendo o resto absorvido pela Ria Formosa, onde uma desaceleração significativa travaria o avanço da força do mar, embora fossem registadas cheias rápidas em meio urbano pela subida das águas na Ria até ao centro da Cidade.

Estima-se que 468 edifícios seriam afectados caso ocorre-se um sismo com as características referidas atrás.

Seguidamente foi apresentada uma falha geológica no Conselho de Tavira de relevante importância capaz de produzir um sismo com magnitude até 7 graus.

Situada a Norte da Luz de Tavira entre Santo Estevão e a zona de Estoi, a respectiva falha foi protagonista de um sismo no ano de 1722 que embora de grande intensidade não regista estudo pormenorizado.

Caso neste momento ocorre-se uma situação de incidente sismológico neste local, a devastação e destruição seria dantesca produzindo ainda um número considerável de baixas e mortes.

Segundo o estudo padronizado e efectuado no SRSTA.

Para finalizar, estudou-se a falha Euro-Asiática com a falha Africana.

Situada a sul do Algarve, estas duas placas em caso de actividade sísmica significativa também poderiam provocar incidentes sismológicos capazes de afectar o sul de Portugal.

Tavira, por sua vez também afectada, mas a referência ou tendência seria na ocorrência de tsunamis.

Foi uma acção de formação esclarecedora e muito informativa.

FIRESHELTER52

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