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14/03/2019

Novo Diploma atribui benefícios sociais aos bombeiros voluntários

O Governo aprovou hoje o diploma que atribui novos benefícios sociais e incentivos aos bombeiros voluntários, como apoios nas despesas com creches e infantários e bonificações de tempo de serviço para efeitos de reforma.


"Em reconhecimento da função social das associações e corpos de bombeiros voluntários enquanto pilares do sistema de proteção e socorro em Portugal, o diploma amplia os incentivos ao voluntariado, atribuindo benefícios na utilização de bens e serviços públicos, bem como de serviços privados através de parcerias, sem prejuízo de outras regalias sociais", refere o comunicado do Conselho de Ministros.

Fonte do Ministério da Administração Interna (MAI) avançou à agência Lusa que o decreto-lei prevê apoios sociais aos bombeiros voluntários através do reembolso de 50% das despesas suportadas por estes com berçários, creches e estabelecimentos da educação pré-escolar.

Segundo o MAI, o diploma consagra, em articulação com o Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social, "o direito à proteção na eventualidade de doença e parentalidade para os bombeiros beneficiários do seguro social voluntário, mediante o pagamento das respetivas contribuições".

O decreto-lei que consagra a atribuição de benefícios sociais aos bombeiros voluntários contempla também "um regime mais favorável de aposentação", indica o MAI.

De acordo com o ministério tutelado por Eduardo Cabrita, os bombeiros voluntários que reúnam, pelo menos, 15 anos de serviço no quadro ativo ou de comando, têm direito a uma bonificação de 15% do tempo de serviço para efeitos de pensão, independentemente do regime de proteção social que os abranja.

O MAI explica que as contribuições, no âmbito deste regime, passam a ser suportadas em partes iguais pelo interessado e pelo Fundo de Proteção Social do Bombeiro, enquanto atualmente a contribuição é assegurada apenas pelo interessado.

O diploma prevê também a redução de 50% em todas as taxas cobradas pelos organismos da área da administração interna e o acesso aos refeitórios da administração central e local do Estado nas mesmas condições que os trabalhadores em funções públicas, refere ainda a fonte do MAI.

O comunicado do Conselho de Ministros destaca ainda que os bombeiros voluntários vão ter o acesso a serviços com custos reduzidos e a entrada gratuita em museus e monumentos públicos.

Uma das principais reivindicações dos bombeiros voluntários há já algum tempo passa pela criação de um cartão social que congregue um conjunto de benefícios sociais, passando pela educação, impostos, saúde e segurança social.

https://www.noticiasaominuto.com/pais/1216410/aprovado-diploma-que-atribui-beneficios-sociais-aos-bombeiros-voluntarios?fbclid=IwAR0OpN8qQAVpC3GWSP06rlBJjySL4UgLH65yVBwNK3b08Zpu5W0KKgD3WDw

FIRESHELTER52

06/01/2019

Bombeiro Ferido em Incêndio passa Dificuldades

João Lopes “sempre” dedicou a vida aos bombeiros. Agora, dependente de uma máquina de oxigénio, o homem não consegue trabalhar e garante que não recebe qualquer apoio.


João Lopes ficou ferido quando, em agosto do ano passado, seguia num camião dos Bombeiros Voluntários de Lagos que sofreu um acidente a caminho do incêndio de Monchique.

Volvidos cinco meses, o homem de 54 anos está em casa, dependente de uma máquina de oxigénio, pois o acidente provocou-lhe um traumatismo torácico que provocou graves lesões nos pulmões, estando agora na lista de espera para um transplante pulmonar.

Sem poder trabalhar, João Lopes e a família têm passado por momentos muito difíceis, como o mesmo contou à TVI.

“Já tivemos alturas em que não tínhamos nada para comer”, admitiu o homem, lamentando a ausência de ajuda: “Ninguém me ajudou em nada, nem bombeiros, nem Liga dos Bombeiros”.

Aos 54 anos, João Lopes vê o seu sonho de ser bombeiro tornar-se num verdadeiro pesadelo para si e para a sua família, que sofre com a sua situação. “Sinto-me injustiçado por não ter o apoio que deveria ter. A minha vida sempre foi os bombeiros. Sempre. Eu dei a minha vida pelos bombeiros”, sublinhou.

A TVI entrou em contacto com a seguradora responsável pelo caso que recusa assumir as lesões pulmonares como consequência do acidente pois, explicou a esposa de João Lopes, meses antes tinham sido detetadas bolhas nos pulmões do bombeiro.

Por sua vez, o comando dos bombeiros de Lagos explicaram que enquanto o processo não estiver concluído não podem avançar com um pedido de pensão para João Lopes. Até lá, este bombeiro e família vão vivendo com 400 euros que João recebe pela baixa.

Fonte: Noticias ao Minuto

FIRESHELTER52