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30/03/2022

Simulador Risco Sísmico e Tsunamis do Algarve SRSTA

Faz hoje 12 anos que em Tavira foi apresentada o Simulador de Riscos Sísmicos e Tsunamis do Algarve.

O então Adjunto de Comando da ANPC-CDOS Faro, Vasco Sousa apresentou a sessão de esclarecimento e demonstrações do simulador ao Conselho de Tavira.

Numa primeira fase, foi apresentado o simulador, suas funcionalidades e utilização.

Seguidamente, procedeu-se a uma explicação da utilização e serviço do mesmo na comunidade de planeamento e socorro em caso de catástrofe sismológica e tsunamis.

Após conclusão do mesmo, foi demonstrada através do simulador a situação do sismo ocorrido em 1755, como foi a forma que afetou a população de Tavira em conjunto com os dados relativos á época do incidente.

De seguida, procedeu-se a um estudo utilizando o SRSTA, calculando um novo sismo com o epicentro nos Picos de Gorringe, zona a SW de Sagres e onde se calcula que tenha ocorrido o sismo de 1755.

Os dados serão apresentados na tabela de seguida:




Sismo com magnitude de 8,7 localizado a SW de Sagres.
São 11 da manhã de um dia de Agosto de 2010


Na Cidade e suas imediações encontra-se a seguinte ocupação:


Após a recolha de informação seletiva o simulador informa:

 Acão a nível do solo na zona atingida pelo sismo.
 Danos em Edifícios.
 Danos em escolas e jardins-de-infância.
 Danos em equipamentos de saúde.
 Danos nas vias de comunicação.
 Danos na rede ferroviária.
 Danos na rede elétrica.
 Danos no sistema de abastecimento de águas.
 Danos nas estações de tratamento de águas e estações elevatórias.
 Danos no saneamento básico.
 Danos de Tsunami (provisório).

Este dados serão interpretados pelo SRSTA e proporcionarão uma conjuntura de informação relativamente a acidentes com vidas humanas, estruturas e vias de comunicação entre outras informações.

No caso desta simulação o impacto de vítimas seria o seguinte:


A nível de Tsunamis, o estudo da tsunamografia ainda não está concluído, apresenta apenas uma informação no sistema ainda preliminar e não muito real, mas na observação final a zona de Tavira e suas Freguesias Ribeirinhas seriam atingidas de forma ligeira com o tsunami, visto segundo o simulador que as Ilhas barreiras absorveriam grande parte da energia libertada pelas ondas, sendo o resto absorvido pela Ria Formosa, onde uma desaceleração significativa travaria o avanço da força do mar, embora fossem registadas cheias rápidas em meio urbano pela subida das águas na Ria até ao centro da Cidade.

Estima-se que 468 edifícios seriam afetados caso ocorre-se um sismo com as características referidas atrás.

Seguidamente foi apresentada uma falha geológica no Conselho de Tavira de relevante importância capaz de produzir um sismo com magnitude até 7 graus.

Situada a Norte da Luz de Tavira entre Santo Estevão e a zona de Estoi, a respetiva falha foi protagonista de um sismo no ano de 1722 que embora de grande intensidade não regista estudo pormenorizado.

Caso neste momento ocorre-se uma situação de incidente sismológico neste local, a devastação e destruição seria dantesca produzindo ainda um número considerável de baixas e mortes.

Segundo o estudo padronizado e efetuado no SRSTA.

Para finalizar, estudou-se a falha Euro-Asiática com a falha Africana.

Situada a sul do Algarve, estas duas placas em caso de atividade sísmica significativa também poderiam provocar incidentes sismológicos capazes de afetar o sul de Portugal.

Tavira, por sua vez também afetada, mas a referência ou tendência seria na ocorrência de tsunamis.

Foi uma acão de formação esclarecedora e muito informativa.

João Horta - FIRESHELTER52

10/11/2020

Mercedes-Benz B LAF 1113 o PSM-4 de Tavira

Foi o veículo de apoio ao combate durante mais de 15 anos. 
Casa ou mato, cheia ou seca, era o primeiro apoio e a salvaguarda do veiculo de primeira intervenção.


Mercedes-Benz B LAF 1113, construída em 1975 na Alemanha, durante a época da ocupação Russa, serviu como viatura de intervenção da Policia Alemã em situações de tumultos e trazia consigo algum material inerente ao abastecimento de água á população, o que indica que também prestava esse tipo de serviço. 

 A sua cor original era verde, possuía ainda a característica de ser uma viatura com tração capaz de andar em estradas ou caminhos acidentados e inclinados. 

Possuía um tanque com a capacidade para cerca de 4000litros de água e uma bomba centrífuga da Rosenbauer capaz de debitar a 8 bar até 1600 litros de água por minuto, possuindo ainda a valência de fazer a aspiração de lagos ou barragens para o depósito ou para o combate imediato. 

Estava equipado com material para combate em incêndios rurais e florestais mas o seu equipamento adicional permitia-lhe o combate em incêndios estruturais. 

Tinha a capacidade de produção de espuma com todos os acessórios inerentes á função. Mas a grande valência era mesmo a capacidade do tanque que atribuía á viatura uma boa autonomia de trabalho. 

Curiosamente possuía no tejadilho tampas que podiam ser retiradas para que os oficiais das polícias Alemãs pudessem do tejadilho em segurança avaliar os tumultos e manobrar o seu canhão de água. 

Foi abatido ao serviço no ano de 2009, com a reestruturação da frota denominava-se por VRCI-05. 

No final de vida o veiculo após longo período de tempo encostado no quartel e nas oficinas municipais rumou à Alemanha onde lhe foi prometido um final digno associado à sua função principal, numa exposição da policia alemã.

FIRESHELTER52

09/01/2020

O Que Há de Novo nas Agulhetas Akron

As agulhetas de Bombeiros mais confiáveis ​​do mundo ficaram ainda melhores ... com uma melhor aparência, melhor design ergonómico de alça e punho, melhor flexibilidade e melhor ajuste.


Uma atualização para toda a família de agulhetas Akron Brass:

A AKRON regista melhorias de desempenho operacional:
  • Alça aprimorada para flexibilidade operacional, com espaço extra para a mão enluvada e mangueira.
  • Novas pegas de pistola ergonómica para excelente manuseio
  • Design durável com patente pendente para garras fáceis de encaixar e manipular apoiada em cores diferentes para ajudar a identificar pré-conexões e diferenciar melhor os equipamentos.
  • Revestimento duro e resistente do corpo da agulheta para desempenho e qualidade esperados
  • Pontas com furo liso gravadas com indicadores de pressão e fluxo para operações mais fáceis
  • Alinhamento aprimorado da válvula de esfera de fecho quando a agulheta está em operação.

Entre outras melhorias...

FIRESHELTER52

04/08/2017

Bombeiros Municipais Tavira com Novos Equipamentos

O Município de Tavira, por forma a dotar todos os elementos da Corporação de Bombeiros Municipais com equipamento adequado mais modernos e operacionais, adquiriu, recentemente, 60 capacetes destinados ao combate aos incêndios florestais. 


Um equipamento certificado que num todo contempla óculos de proteção, lanterna, proteção da nuca e sistema de ventilação,com o objetivo de proteger a cabeça do operacional de impactos perfurações e temperatura.

Estes novos equipamentos destinam-se a trocar os capacetes de incêndios florestais Pacific adquiridos em 2006.

A presente aquisição, no valor de 17.689,86€, vem no seguimento da aposta deste executivo na aquisição de equipamentos necessários e imprescindíveis para o desempenho desta nobre função, tendo em vista a melhoria do serviço prestado pelos Bombeiros Municipais.

Recentemente, foi adquirida mais uma ambulância de socorro, pelo valor de €67.941,57.

FIRESHELTER52

22/11/2016

Bombeiros Municipais Adquirem Equipamentos de Alta Pressão da Paratech

Os Bombeiros Municipais de Tavira adquiriram as almofadas de alta pressão Maxiforce tal como o Kit De Enchimento Master da Paratech.


Juntos estes dois novos equipamentos garantem mais uma valência no socorro e salvamento nos equipamentos técnicos usados pelos Bombeiros Municipais de Tavira.

O Kit De Enchimento Master da Paratech é um conjunto de enchimento de almofadas de alta pressão mais completo do mercado onde contém todos os acessórios de que possa precisar para utilizar as almofadas de alta pressão Maxiforce.

Por sua vez as almofadas de alta pressão Maxiforce da Paratech são finas, de elevada capacidade e moldadas como um envelope. 

Construídas em Neoprene e reforçadas a Kevlar® Aramid podem levantar ou deslocar cargas graças à sua elevada resistência mecânica e química.

As almofadas adquiridas em conjunto com o equipamento permitem levantar cargas na ordem das 31 toneladas.

FIRESHELTER52 

14/05/2016

Tavira e a sirene dos Bombeiros


Foi já na década de Cinquenta (1954), que os bombeiros adquiriram a sua primeira sirene.

A mesma tinha o objectivo de chamar os bombeiros ao quartel quando havia incidentes.

Primariamente, a sirene estava situada no telhado do antigo Quartel da Corredora, e o seu botão de ativação encontrava-se ao lado do portão de entrada, tendo que o popular que se deslocava ao quartel de partir um vidro para se aceder ao botão e ativar a sirene.

Após a mudança dos bombeiros para o quartel do Largo do Cano, a sirene foi mudada para cima do depósito da água, ao lado da igreja de Santa Maria do Castelo. 

Lá ficou durante mais de trinta anos, servindo o Corpo de Bombeiros e a população da cidade.

Ficou conhecida pela “BOMBA”, o seu som era igual ao de uma motorizada quando arrancava, e tinha como função alertar os bombeiros e informar o sinal horário das 13 com dois toques.

Este gesto diário, feito manualmente permite garantir a operacionalidade do sistema rotativo da sirene comprovando que o mesmo não se encontra avariado pois está exposto aos fatores atmosféricos.

Nunca foi usual no corpo de bombeiros de Tavira haver um código de toques como muitas vezes a população especulava, quando havia falta de bombeiros e consequentemente a gravidade do serviço existente o exigia, assim o bombeiro na central rodava o botão.

Algumas vezes chegou-se a verificar incidentes, onde a sirene era posta a tocar pelos bombeiros no quartel, saindo estes rapidamente para o local do sinistro deixando apenas um bilhete nos telefones a informar a morada e a ocorrência, sendo depois o primeiro bombeiro que chegava ao quartel que a desligava.

Após a conclusão do observatório no antigo depósito da água, era necessário mudar a sirene de sítio, foi recolocada dentro da torre dos sinos na igreja de Santa Maria, ai a sirene perdeu grande do seu potencial ficando quase “muda”.

Pouco tempo depois a sirene acabou por avariar e perdeu a sua operacionalidade.

Foi então adquirida no verão de 2009 uma nova sirene nos bombeiros de Tavira, mais rotativa tornado o som mais agudo e rápido.

Com um raio de alcance na ordem dos seis quilómetros, a nova sirene colocada na torre da casa Escola do Quartel dos Bombeiros ao lado da antena, continua a cumprir a função da antiga “irmã,” agora adormecida.

Pode ser vista na rua em frente ao quartel, por cima da gravura na parede, mas pode ser ouvida por milhares de pessoas até onde o vento levar o seu som...

Hoje os Bombeiros Municipais possuem um sistema de contacto direto com telemóveis de serviço que em caso de qualquer ocorrência tatica ou técnica podem ser avisados diretamente ou em grupos pré definidos, ficando a sirene para um plano quase inexistente ou de 2º grau em caso de avaria no sistema.

FIRESHELTER52

Manual Operacional Nacional...19 anos depois..


Deambulando na biblioteca do CBM Tavira, vim a encontrar o antigo Manual Operacional Nacional.

Aprovado pelo antigo SNB a 26 de Junho de 1997 em reunião de Conselho superior de Bombeiros, assinado pelo Comandante Geral Operacional, António Antunes, e homologado pelo secretário de Estado da Administração Interna Armando Vara.

O MON (Manual Operacional Nacional), era o documento que tinha por finalidade definir os princípios de organização e funcionamento do sistema de Comando, coordenação e controlo Operacional que enquadrava a intervenção dos corpos de Bombeiros nacionais em incidentes.

O manual tinha como finalidade no tempo ser actualizado e ajustado ao decorrer do tempo, devendo no entanto ser complementado com outros documentos relacionados com as actividades operacionais dos Corpos de Bombeiros e com a legislação em vigor.

Como aspecto de curiosidade deixo-vos ainda aqui os dados demográficos apresentados pelo extinto SNB para o ano de 1997.

Portugal Continental tinha uma população de 9.280.816 habitantes
Uma área de 8.893.000 hectares, dos quais, 3.200.000 florestada.

Possuía 448 Corpos de Bombeiros, dos quais:

405 Associativos
19 Municipais
6 Sapadores
18 Privativos

Integravam nos registos do SNB 40.745 Bombeiros.

Agora...19 anos depois... O que temos?

Onde param os Bombeiros, para onde caminham os Bombeiros, o que serão os Bombeiros?

FIRESHELTER52

27/03/2016

Autogiros nos Bombeiros um projeto dos anos 90 no Algarve

Em 1996 escrevia-se assim na REVISTA PREVENIR nº49 março1996 da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo antónio.

“Os bombeiros do Algarve, dispõem de uma unidade de comando e transmissões e quatro autogiros que vão aumentar o efectivo existente e que entrarão já n aproxima época de fogos.
Os autogiros, destinam-se a missões de reconhecimento e vigilância, sendo esta missão considerada uma experiência com inicio na zona Algarvia.”


20 anos depois, nem um único aparelho chegou a servir ou a ser usado para qualquer missão destinada.

Para a época era um projecto pioneiro bastante aliciante.

Lembro-me do recrutamento de pilotos entre o pessoal dos Corpos de Bombeiros da região, e também do pessoal da Policia Judiciaria, pois os mesmos aparelhos de igual forma serviriam para esta força.

Era necessário ser bombeiro profissional e ter alguma formação em questões de fogos florestais dando preferência a pessoal que já tinha frequentado as brigadas Helitransportadas na Serra de Monchique ou estivesse de alguma forma relacionado com a actividade aérea.

Os Municipais de Tavira enviaram 3 bombeiros aos testes, e 2 dos quais fizeram a formação na íntegra, chegando mesmo a voar com os aparelhos sem o acompanhamento do instrutor.

Todos os intervenientes estavam desejosos de colocar estes meios no reforço dos terríveis incêndios florestais que assolavam as serras do Algarve.

Mas até hoje nunca chegaram a sair da gare...

Porque será que é frequente este tipo de desfechos nos projectos relacionados com a evolução do serviço de bombeiros?

Se em 1996 já se punham no Algarve bombeiros a pilotar GIRÓCOPTEROS - AUTÓGIROS, em 2016 e com a evolução a nosso favor qual seria o grau da nossa especialização?

FIRESHELTER52

10/03/2016

Bombeiros Municipais adquirem novos Aparelhos Respiratórios


Foram adquiridos pelos Bombeiros Municipais de Tavira mais seis modernos equipamentos de Proteção Respiratória os novos FENZY AERIS CONFORT TYPE 2.

Estes equipamentos destinam-se a proteger as vias respiratórias dos Bombeiros contra os gases, poeiras e aerossóis tóxicos ou quando a atmosfera for pobre em oxigénio (menos de 17%).

O FENZY AERIS é um aparelho do tipo 2 segundo EN137, destinado à luta contra o incêndio.

O que faz destes equipamentos um dos melhores do mundo na luta contra incêndios são as suas características especificas para Bombeiros, tais como:

- Um apoio dorsal com 5 pontos de apoios, não metálico, com as suas alças imputrescíveis e auto extinguíveis com cintas de fibra de aramida.

- Está equipado com pegas de transporte e três pontos de ligação para uma linha de vida, com homologação EN 137: 2006 Tipo 2, CE0194 / 0060, ISO 9001, o Bureau Veritas para uso Marine (SOLAS, MSC e MED), sendo o seu peso de 4kg.

-Almofadas de conforto nos ombros e distribuição de peso perfeita do aparelho nos quadris, entre outras especificações de segurança como por exemplo na nova válvula de segurança no sistema de media pressão.

Com os equipamentos foram ainda adquiridos mais seis novas garrafas de ar comprimido em material compósito.

Garrafas com a capacidade de 7,2 litros carregadas a 300 bar, dando um volume de ar respirável acima dos 2000 litros ao utilizador, sendo as mais usuais convencionadas em cerca de 1800 litros de volume de ar.

Construídas em aço são revestidas em  polietilene tereftalato, damdo ao equipamento uma leveza extraordinária com um elevado critério de segurança no transporte de ar sobre pressão em situações de elevado risco de utilização, como impactos, quedas, ou rebentamentos, um novo sistema nas válvulas de abertura elimina o efeito "de missel" em caso de se partir a válvula.

Ficam os Bombeiros Municipais equipados em todos os seus veiculos de intervenção incluindo o salvamento e desencarceramento com equipamentos, recentes, funcionais e práticos de proteção respiratória. 

Sempre com o intuito de melhor servir a comunidade.




FIRESHELTER52



10/02/2016

Curiosidade sobre Espumíferos

Como, e com que substâncias é produzido o liquido espumifero?


Uma breve história sobre a utilização da espuma:

Desde 1877 que a JONHSON possui a patente da concepção de líquidos para a produção de espumas. Era de certa forma utilizada e concebida para o combate a incêndios em hidrocarbonetos, pois flutuava sobre o petróleo e permitia a extinção e a prevenção de novos incêndios.

Este tipo de espumas “Química” esteve no auge até ao final da década de 30...

A espuma química construía-se a partir da reacção Química de bicarbonato de sódio e sulfato de alumínio, que produzia bolhas aquosas com um interior gasificado em CO2.

No inicio da década de 50 finaliza-se na totalidade a época das espumas químicas dando origem às espumas físicas de base proteica.

Tinham como características habituais a muito baixa expansão e a concepção era com uma grande base de água, produzidas pelas agulhetas cometas, utilizadas frequentemente em aeroportos, tinham uma cor escura e um cheiro nauseabundo, o composto químico era de tal ordem agressivo que corroía os próprios reservatórios.

Na década de 60 aparecem as primeiras espumas físicas de base sintética as AFFF, posteriormente as AFFF-AR e as AFFFP.

Designações adaptadas ao Português:

AFFF= Agente Formador de Filme Flutuante.

AFFF-AR= Agente Formador de Filme Flutuante resistentes a líquidos polares; “Álcool”.

AFFFP= Agente Formador de Filme Flutuante adicionado com bases proteicas.

Na constituição gráfica podem constatar que, na produção de espumas Físicas de origem proteica, o espumifero era construído a partir da proteína animal hidrolisada.

Na produção de espumas Físicas de origem sintética, o espumifero tinha por base um detergente sintético.



Se a estes dois líquidos emulsores se juntar uma quantidade de Sulfactante fluorocarbonado obtería maior rendimento na utilização do líquido para a produção de espumas.

Passaríamos a ter uma espuma Física Flúor Proteica e uma espuma Física Sintética AFFF.



Na mesma forma que, mesclando o composto da Física AFFF com a Flúor Proteica obteríamos um composto AFFF-P.


 João Horta
Bombeiro Municipal
Formador de Combate a Incêndios Urbanos e Industriais

FIRESHELTER52

04/12/2015

Bombeiros Municipais adquiriram Câmara de imagem Termográfica

Os Bombeiros Municipais de Tavira adquiriram uma câmara de imagem termográfica de alto desempenho com vista a tornar as ações de busca salvamento e resgate mais seguras, rápidas e eficazes.

Um equipamento de ponta inovador e moderno que se ajusta às necessidades de segurança das equipas de busca e na melhoria e rapidez da deteção de vitimas ou incêndios ocultos.

Principalmente dirigida para incêndios em habitações ou estruturas fechadas vai possibilitar o bombeiro de progredir em segurança e ter visão sobre o local, podendo identificar ainda a alguma distância pessoas ou focos de incêndio.


FIRESHELTER52

01/11/2015

Detetor de Fumo por Aspiração (ASD)

Um detector de fumo de aspiração (ASD), consiste numa unidade central da detecção que suga o ar através de uma rede das tubagens para detectar o fumo.

A câmara da amostra é baseada em um nefelómetro que é capaz de detectar a presença de partículas do fumo suspensa no ar detectando a luz dispersa por elas na câmara.

Os detectores de fumo de aspiração são altamente sensíveis, e podem detectar o fumo antes que esteja mesmo visível ao olho humano.

O projeto de ASD corrige os defeitos dos detectores de fumo convencionais usando a tubagem de amostra com furos múltiplos. As amostras de ar são capturadas e filtradas, removendo todos os contaminadores ou poeira para evitar falsos alarmes e processadas então por uma unidade centralizada, altamente sensível da detecção do laser.

Se o fumo é detectado, o alarme de sistemas será acionado, e os sinais a seguir são processados através das estações de monitorização centralizadas após alguns segundos.

As sensibilidades do alarme de ASD são configuráveis e podem ser programadas aos níveis que variam com as condições meteorológicas ou outras tornando os ASD mais sensíveis do que um detector convencional.

Os ASDs são apropriados para ambientes onde é necessária uma capacidade rápida e altamente sensível da detecção de fumo.

Este fator fá-los apropriados em áreas que contêm bens facilmente danificáveis pelo fogo.

Frequentemente, os detectores normais de ponto reconhecerão o perigo demasiado tarde, porque o fumo frequentemente não alcança o teto com a rapidez necessária para que um fogo seja detectado em tempo útil.

FIRESHELTER52

27/10/2015

Indutor Misturador de Espumifero em linha : LEADER Mix

Com este equipamento as equipas de manobra podem trabalhar de maneira convencional com as agulhetas de produção de espuma de forma abrangente, bastando para tal selecionar o modo de caudal desejado.

Anula as especificações dos doseadores misturadores em linha Z2, Z4 ou Z8 com as respetivas agulhetas de produção, bastando selecionar o tipo de caudal desejado em conformidade com as agulhetas.
O LEADER MIX é o compromisso ideal entre indutores venturi convencionais e sistemas automáticos tradicionais, devido à ampla gama de caudais e rácios de injeção disponíveis 

Totalmente autónomo, não requer fonte de alimentação. Além disso, graças a um projeto mecânico simples, sua manutenção é muito reduzida.

O LEADER MIX tem uma ampla gama de taxas de caudais (200 a 800 l / min a 10 bar) e uma faixa de pressão operacional de largura (5-16 bar) permitindo a substituir três doseadores convencionais "Z" (200, 400 e 800).

Os pontos fortes são a medição precisa e consumo reduzido!

O LEADER Mix permite ajustar com precisão a concentração de concentrado de espumifero injetado em consumos que vão de 0,5% a 6% (precisão de medição cumpre a norma EN16712) e adaptando-se ao caudal ajustado para a respetiva agulheta.

Existem duas versões disponiveis, uma portátil outra em sistemas de injeção fixo.

FIRESHELTER52

03/03/2015

Bombeiros Municipais adquirem Mochilas Hidratação - Proteção

Os Bombeiros Municipais de Tavira adquiriram recentemente novos equipamentos de proteção individual destinados ao Combate a Incêndios Florestais.

Com o objetivo de acomodação do material de proteção, comunicação e hidratação indispensável ao desempenho das missões de combate a incêndios florestais foram adquiridos estes equipamentos de inovação e criação nacional apresentados no decorrer do passado ano.

São peças de vestuário em forma de colete, ajustável ao dorso e à altura de cada operacional com as valências de acomodação do abrigo de incêndio "fireshelter" sem que o mesmo se torne um obstáculo à deslocação do operacional.

Dispõe de um reservatório com 3 litros para água potável onde o bombeiro se pode hidratar através do "camelbak" acondicionado para o efeito.

Possuem ainda alguns bolsos laterais para acomodações de objetos ou mapas e suportes para material de telecomunicações.

Para já os Bombeiros Municipais dotaram deste material 2 equipas que irão operar nos Veículos Florestais de Combate a Incêndios.





FIRESHELTER52

19/11/2014

EPI... EMOCIONAL


Prevenir acidentes, minimizar situações colaterais de saúde física, protecção das funções do corpo do bombeiro, são entre estas e outras as funções do EPI que os bombeiros ostentam na salvaguarda das suas vidas.

Mas, e o EPI para os acidentes emocionais vividos a cada dia que passa com a vida e o bem dos outros nas nossas mãos?

Seremos seres insensíveis?

Seremos uns cobardes escondidos atrás dos problemas que são criados no desenvolver da nossa função diária, colocando-os atrás das costas e esperando que não se voltem a registar?

Quantas vezes passado algum tempo no combate, e com a boca a saber a sangue, uma pequena frase do colega serve de mote para uma explosão de raiva e stress no seio de uma equipa?

Podemos sempre vestir o EPI emocional...

Mas este tipo de equipamento não é físico, não pode ser vestido e despido quando precisamos dele, deve acompanhar-nos SEMPRE.

Como podemos proteger-nos das agressões emocionais vividas no desenrolar de uma operação de socorro?

•Prestar mais atenção a nós mesmos aumenta o grau de atenção e segurança e mantemo-nos mais alertas para os perigos que podem surgir.

•Cuidar dos nossos colegas, pois podem não se aperceber que estão a realizar um trabalho perigoso não isento de perigos.

•Presta atenção ao que te rodeia, um bombeiro cansado tem por norma baixar a guarda da atenção e poderá por em perigo toda a equipa.

•Controlar o ritmo de trabalho quando não se sabe a duração do trabalho a desenvolver.

•Quando há um aumento do cansaço por norma o bombeiro tem frequência a aumentar o grau de irritabilidade e agressividade na comunicação verbal com os colegas, trabalhar de seguida até a exaustão não vai beneficiar em nada o combate.

•O cansaço físico e mental expõe o bombeiro a um risco muito maior de sofrer um acidente durante as operações de socorro.

•Reconhece e aceita as ordens que são dadas pelo pessoal que coordena as operações mesmo que este se encontrem fora da área quente.

Pequenas normas como estas fazem grandes diferenças no sucesso das operações de socorro, o tempo dos papas fogos já lá vai.

Agarra-te á vida, com calma, respeito, e profissionalismo.

FIRESHELTER52

30/07/2014

Bombeiros de Aljezur e Alcoutim com novo Veiculo de Combate a Incêndios

As Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários de Aljezur e Alcoutim receberam das autarquias locais um novo veículo florestal de combate a incêndios.

Trata-se de mais um equipamento adquirido pelos Municípios no âmbito da candidatura ao Eixo 2, do Programa Operacional do Algarve 21- Reequipamento Estratégico da Proteção Civil do Algarve.

O objetivo principal desta candidatura visa dotar a região do Algarve de meios e equipamentos de proteção civil e de socorro mais modernos, para tornar a ação dos Serviços Municipais de Proteção Civil e dos corpos de bombeiros mais célere e eficaz, garantindo a segurança das populações residentes, turistas e visitantes.

Estão assim no algarve entregue esta semana 3 novos Veículos Florestais de Combate a Incêndios, aguardando-se ainda mais alguns.



FIRESHELTER52

26/07/2014

Extintores Explosivos para Incêndios Florestais


Os Bombeiros Municipais de Tavira possuem vários extintores indicados para o combate a incêndios florestais.
Tem uma característica especial, pois funcionam de forma explosiva, actuando sobre o incêndio na forma de abafamento e arrefecimento devido à água aditivada com um produto emulsor que contem no seu interior.

São empregues na maioria das vezes em ataque defensivo, a alguns metros de pontos sensíveis a defender.

À chegada da frente ou do flanco activo ao local onde se encontram instalados, o extintor é activado, explodindo e pulverizando a emulsão num espaço de até 5 metros, baixando consideravelmente a velocidade e intensidade do incêndio, por outras vezes procede mesmo à sua completa extinção.

O extintor é fabricado em plástico, possui uma carga explosiva e um cordão detonante com 2 metros, possui ainda uma alça de suspensão que lhe permite ficar fixo a um ponto.


Quando o incêndio atinge o cordão detonante, 10 segundos depois o extintor explode espalhando o agente na área.

Por vezes, no ataque directo ao incêndio atingido directamente o fogo com o lançamento do extintor sobre o mesmo também se produz algum efeito.

Estes extintores, embora no activo, são do ano de 1994, ano no qual em que esta patente foi lançada no mercado, deixando pouco tempo depois de ter grande impacto e visualização no serviço de Bombeiros.

Das características todas que possui são estas para mim as mais importantes e interessantes:

*Não explodem por simpatia
*Não explodem em cadeia
*Não explodem por golpes ou pancadas
*A sua efectividade não é alterada pelo factor climatérico ou pela noite

FIRESHELTER52

13/07/2014

Tavira 42 Anos de Emergência Médica Pré-Hospitalar

Os Bombeiros Municipais de Tavira fazem no mês de Julho 42 anos efetivos ao serviço do socorro das populações na vertente da emergência médica pré-hospitalar.

O socorro às populações em caso de doença, acidentes e transporte em ambulância sempre foi uma valência operacional desta corporação mesmo antes da criação de um serviço de emergência organizado,sendo que assim que foi criado um serviço de emergência médica em Portugal, Tavira e os seus bombeiros dele fizeram inicialmente parte.

A 15 de Julho de 1972, Tavira foi contemplada com uma viatura ambulância especial para ocorrências graves do então Serviço Nacional de Ambulâncias SNA, ligada ao serviço local 115.

Uma ambulância Mercedes-Benz série 200, de cor vermelha e branca e com a iluminação de emergência amarela.
Com 2746cm3, duplo comando de válvulas 160cv às 5.500rpm, segundo a Mercedes, este modelo de 72 possuía o para brisas laminado.

A sua área de intervenção visto estar inserida num projecto de socorro a nível nacional não se limitava apenas ao Concelho de Tavira, na Estrada Nacional 125 servia desde Marim até ás Cevadeiras, (Altura).

O espírito emergêncista era idêntico ao de hoje em dia, mas com os critérios de actuação e protocolos adequados á época.

Em 1981, esta viatura foi substituída por outra já denominada INEM, mas continuou na Corporação dos Bombeiros de Tavira ao serviço até cerca de 1988 altura do Centenário, sendo nessa altura a única ambulância idêntica a nível nacional mantendo-se operacional.


Desde essa altura até então os Bombeiros Municipais de Tavira são parceiros do atual INEM na resposta ao socorro às populações.

Hoje esta primeira ambulância ainda se encontra guardada e na posse dos Bombeiros Municipais sendo uma inestimável relíquia para todos, mas em especial para aqueles bombeiros que nela transportaram milhares de pessoas para os diversos hospitais e também para algumas pessoas que nela se salvaram e nasceram.


FIRESHELTER52

16/06/2014

Câmara de Alcoutim investe em Equipamentos nos Bombeiros

Consciente das carências de meios técnicos, na área de proteção e socorro, que afetam o Corpo de Bombeiros local, a Câmara Municipal de Alcoutim transferiu para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários desta localidade equipamento individual de combate a incêndios (EPI) no valor total de 32.054,49 euros, no sentido de minimizar as lacunas detetadas. 

O contrato de doação foi assinado pelo presidente da autarquia, Osvaldo dos Santos Gonçalves, e pelo presidente da associação, José Tiago Faustino, no passado dia 14 de junho, no Quartel de Bombeiros do município.

 A aquisição dos EPIS por parte do município realizou-se no âmbito da aprovação de uma candidatura para o reequipamento estratégico da proteção civil do Algarve apresentada, em sede da AMAL, ao PO Algarve 21 – eixo II.

Do lote de equipamentos de proteção para combate a incêndios florestais, urbanos e industriais adquiridos pela autarquia e agora entregues constam cógulas, aparelhos respiratórios, botas, luvas, capacetes e fardamentos diversos considerados indispensáveis pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) para a segurança dos soldados da paz.

Durante a cerimónia, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcoutim (AHBVA) e o comandante do Corpo de Bombeiros, Eurico Vicente, agradeceram ambos o apoio da autarquia na aquisição de um equipamento essencial mas dispendioso e até agora inexistente dada a frágil situação financeira da AHBVA, detentora do Corpo de Bombeiros, devido às poucas receitas próprias e aos cortes nas transferências do Estado, através da ANPC. 

O comandante dos Bombeiros agradeceu ainda ao presidente da Câmara Municipal “a sensibilidade demonstrada para esta situação”, elogiando o esforço financeiro efetuado pela autarquia com vista a colmatar carências detetadas sempre que solicitado, nesse âmbito relembrou a verba recentemente atribuída pela Câmara Municipal, num montante total de cerca de 20.000 euros, para garantir o eficaz funcionamento do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) durante o ano de 2014, bem como a transferência mensal de 10.000 euros no sentido de assegurar os serviços prestados pelos Bombeiros.

Para celebrar a assinatura do contrato de doação, realizou-se, a seguir à cerimónia, um almoço convívio que contou com a presença de várias entidades oficiais do concelho.

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FIRESHELTER52

21/04/2014

O Interior de uma Agulheta de Caudal Regulável

Um vídeo que mostra a construção de uma agulheta de caudal regulável usada no serviço de Bombeiros.

Chamo a atenção também para a curiosidade do preciosismo profissional necessário para a criação e manutenção destes equipamentos fundamentais ao uso dos bombeiros,

SÃO AUTENTICAS FERRAMENTAS DE PRECISÃO...

Uma nota a rever depois de ver este vídeo... em caso de avaria... devolva-as à fábrica, não as tente reparar...

FIRESHELTER52