
Na sequência das notícias emitidas pela Comunicação Social sobre a falta de vigilância nas praias de mar do concelho de Silves, nomeadamente a de Armação de Pêra, O comandante da Capitania de Portimão, garantiu que a vigilância está a ser assegurada pelos nadadores salvadores das concessões vizinhas e em breve a situação deve ser normalizada.
Então uma empresa que emprega obrigatoriamente duas pessoas com uma formação específica, paga e mantida por elas sem apoios estatuais, que não recebe um cêntimo de apoio do estado pois os socorros a náufragos estão sobe a alçada das concessões que são obrigadas se quiserem laborar a possuírem tais funcionários.
Tem de pagar para obter fardamento obrigatório e essencial sobe pena de coimas.
Material de socorro a náufragos caríssimos e de carácter obrigatório, entre outras dezenas de impostos, taxas e licenças...
São agora o seguro e sustento do socorro da linha litoral?
A autoridade que mede a palmo e metro as concessões para se certificar que não possuem mais um metro quadrado de areia daquilo que pagam, pede agora a colaboração dos seus funcionários para vigiarem áreas que não lhes pertencem?
Porque não coloca a autoridade marítima um posto próprio de vigilância e socorro a náufragos no local, isto sim, o socorro e vigilância a náufragos cabe-lhes a eles.
E se por ventura, enquanto o nadador-salvador se desloca uns metros para a área não vigiada para acudir alguém e durante este tempo de socorro fora da sua área de actuação um banhista na sua concessão entra em afogamento, sem ninguém para o acudir?
A Autoridade Marítima responsabiliza-se por esta morte, ou o desgraçado do empresário que tem a concessão esta feito ao bife por falta de meios humanos de vigilância e socorro disponíveis na altura?
Mais uma vergonha do socorro em Portugal.
Isto claro, sobe o meu ponto de vista, admite-se outras elações.Um abraço
FIRESHELTE52