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11/01/2024

Grande Cheia de Janeiro de 1969

A 9 de Janeiro de 1969 da-se uma grande cheia que inunda toda a parte baixa da Cidade de Tavira.

Não há grandes relatos sobre a forma como se desenvolveu a cheia, mas pelas fotos que consegui coligir na internet, reparo que o caudal do Gilão corria alto e com força. dando a sensação que tudo se tratou ao exemplo da cheia de 89 de uma violenta enxurrada de águas provenientes da nossa serra.

Partilho assim algumas fotos deste dia que não terminava sem que um valente tremor de terra tenha também assolado a cidade, ficando ainda presente na memória dos mais velhos.







FIRESHELTER52

03/12/2021

As Emergências Fluviais dos últimos anos em Tavira

Fica marcado na memória a noite de 3 de Dezembro de 1989 onde uma impetuosa parede de água e lama desceram o Séqua levando tudo pela frente...

No entanto, outras situações de emergência na ribeira da Asseca e rio Gilão tem colocado vidas, bens e estruturas em perigo.

Felizmente, desde 1989 que não se vive uma situação tão difícil quanto a grande cheia, mas anualmente os serviços de proteção e socorro tem dezenas de intervenções de proteção e resgate nos locais que ladeiam os principais cursos de água.

Fiz uma pequena compilação de algumas fotos que retratam bem a atividade do município e dos seus Bombeiros Municipais na resposta musculada às intervenções que tem ocorrido, e, se calhar até mesmo passado ao lado de muitos Tavirenses...

As fotos das ações que se seguiram à fatídica noite de 3-12-89 já foram aqui publicadas e partilhadas vezes sem conta.

Vou deixar-vos com outras tantas dos anos de 2009 2010 e 2011

2009


 Resgate de 2 pessoas que ficaram bloqueadas na estrada da Assêca após subida repentina do caudal da ribeira. Ficaram numa situação aflitiva dentro do veiculo até à chegada da equipa dos Bombeiros Municipais que os resgatou para dentro do veiculo de Bombeiros e retirou os bens de dentro do automóvel.





Ponte de São Domingos na Assêca, temporal destruiu acesso, um veiculo ligeiro de passageiros caiu dentro do buraco, todos os ocupantes resgatados com sucesso. A ponte viria a sofrer obras de reparação de imediato.

Vaca que veio numa cheia, foi recolhida pelos Bombeiros Municipais de Tavira nas 4 Águas, já cadáver.

2010

 Toneladas de canas provenientes das ribeiras desceram o Séqua vindo a ficar bloqueadas na Ponte das Forças Armadas. A pressão efetuada sobre os pilares da ponte puseram em risco a sua estabilidade. Durante vários dias os Bombeiros Municipais juntamente com o Município conseguiram retirar as canas

 Moinhos da Rocha, enxurrada vindo do lado de Santa Catarina




Inundações nas artérias ribeirinhas da Cidade, Rua 1º Maio completamente tapada de água, bloqueada à circulação, Rua Almirante Reis junto ao Ginásio onde vários veiculos ficaram presos com pessoas no interior e na zona mais perto do rio onde este tinha uma corrente com grande intensidade.
2011


 Milhares de canas provenientes das ribeiras na serra vieram com a enxurrada ficando presas na Ponte de São Domingos, a situação obrigou à intervenção de maquinaria pesada do município para a remoção e transporte.




Baixa da cidade completamente submersa de água numa madrugada de Outubro, todas as ruas ficaram intransitáveis, não houve vitimas a registar...

Estas são apenas algumas das centenas de ocorrências relacionadas com cheias rápidas em meio urbano que aconteceram nos últimos anos na zona de Tavira.
Centenas de outras ocorrências ficam aqui por registar, no entanto é importante referir que a prevenção destes fenómenos é uma constante preocupação das entidades de segurança proteção e socorro.

João Horta - FIRESHELTER52

30/09/2019

Galeria fotográfica marés vivas equinociais

Hoje é o último dia das marés equinociais de Outono. 


Ontem, domingo e hoje segunda-feira a altura das marés será de 3.9 metros na pré mar, ou seja maré cheia.

Ontem domingo, às 15 horas as águas do Gilão saíram do seu leito normal dando um novo ar à baixa de Tavira.

Um colega e amigo deu-me aqui algumas fotos que vou partilhar com vocês. 











FIRESHELTER52

14/02/2017

Bombeiros Municipais Fazem 2 Salvamentos em Ribeiras de Tavira

No passado Sábado após a intempérie que assolou a região sotavento algarvia com maior impacto nas zonas entre a fronteira de Vila Real de Santo António e Tavira os Bombeiros não tiveram mãos a medir ás dezenas de pedidos de socorro pedidos pela população entre inundações, derrocadas e outras ajudas.


Dois desses pedidos de socorro foram executados perto das Ribeiras da Assêca e do Almargem onde dois veículos de passageiros já noite escura ficaram bloqueados pelas aguas das respetivas ribeiras que saíram dos seus leitos e arrastavam tudo à sua passagem.

Foi necessário a intervenção dos Bombeiros Municipais e da GNR que de forma rápida e eficaz socorreram as vitimas destas inundações retirando-as dos veículos bloqueados e garantiram a segurança dos passageiros e dos veículos.

Dos dois salvamentos não houve vitimas com necessidade de assistência médica pré-hospitalar, mas não ganharam para o susto.

As zonas aluviais ou propicias a emergências hídricas provocadas pelas cheias ou inundações das ribeiras do Almargem e da Assêca possuem informação sinalética vertical que deve de ser sempre respeitada.

O "Turismo de Cheia", que são passeios de viaturas particulares em dias potêncialmente perigosos nestas zonas pode acabar da pior forma.

(foto nesta postagem, de salvamento de 2 pessoas em 2010 na Assêca)

FIRESHELTER52

04/12/2016

Bombeiros Municipais Fazem Salvamento na Assêca em Tavira

Os Bombeiros Municipais de Tavira efectuaram no decorrer da tarde de hoje um salvamento de uma pessoa que ficou presa na enchente da Ribeira da Assêca.


A subida das aguas da ribeira bloqueou caminhos e acessos tendo de forma muito rápida encurralado uma viatura e o seu ocupante.

O pedido de socorro foi feito diretamente ao quartel dos Bombeiros Municipais e de imediato os Bombeiros enviaram uma equipa de resgate ao local.

A forte corrente que se fazia sentir e a subida do nível da ribeira obrigou a uma intervenção musculada de meios materiais e humanos que não se pouparam a esforços para trazer para terra firma a vitima que se encontrava fora da viatura refugiada numa ilha, num pomar.

Foi necessário uma equipa de Bombeiros entrar nas aguas até à vitima e de forma eficaz e segura, depois de várias tentativas conseguiram recuperar a vitima.

A vitima foi assistida no local da ocorrência pelas equipas de emergência dos Bombeiros Municipais mas não necessitou de ir ao Hospital.

Estiveram envolvidos nesta ação de socorro os Bombeiros Municipais de Tavira com 4 Veículos e 10 operacionais apoiados pela GNR de Tavira.

FIRESHELTER52

03/12/2015

Faz hoje 26 anos a grande Cheia de Tavira

3 de Dezembro de 1989, ao inicio da noite uma parede de água, lama e detritos proveniente das ribeiras da Fornalha e Alportel descia o Séqua com tamanha violência levando tudo à sua passagem.

A destruição da ponte Romana em Tavira, camiões no rio Gilão, barcos no Largo da Praça são imagens que ficarão para sempre marcadas na memória dos Tavirenses.

A nível de mortes, felizmente não nada a registar, a torrente chegou de noite, onde as ruas na baixa encontravam-se desertas, com o comercio fechado e pouca ou mesmo nenhuma circulação automóvel, estando as pessoas em casa após um dia invernal onde a chuva marcou presença.

Danos irreparáveis em casas da baixa e vias de comunicação, desalojados foram centenas...

Hoje em dia, as cheias em meio urbano provocadas por chuvas repentinas em curtos espaços de tempo, associadas a marés vivas são bastante diferentes da cheia ocorrida em 3-12-89.

Estas cheias que tem afetado a cidade ultimamente, são cheias progressivas, lentas, onde os serviços de proteção e socorro podem intervir na prevenção atempada com avisos e ajudas pontuais aos serviços municipalizados.

A 3-12-89 nada disto foi possível...

A parede de lama irrompeu pela cidade a baixo levando tudo e todos à sua frente, sem aviso, sem dó nem piedade...
Nunca mais se registou tamanha violência só sendo comparada uma cheia um pouco diferente em 69 há 45 anos...

A cheia de 89 pode ser comparada a uma situação que ocorreu em 20 de Fevereiro de 2010 na Madeira, onde uma parede de água lama e detritos fez 32 mortos e mais de 70 feridos.

A situação é idêntica, chuva forte, ribeiras a descarregar no sentido do ponto onde vão desaguar, caudais saturados, grande velocidade e o caus instalado...

Se a situação de 3-12-89 tivesse ocorrido ao meio dia, as coisas teriam sido diferentes, infelizmente para pior.

Com as ruas da baixa cheias de pessoas, comercio a funcionar, viaturas a circular na ponte e nas ruas alagadas...

Resta-nos hoje lembrar o que aconteceu, e, que um dia pode voltar a acontecer e temos de estar preparados para responder da melhor forma possível.

FIRESHELTER52