A actuação das equipas de emergência no acidente que provocou dois mortos, no domingo, na A1, junto à saída para o Cartaxo, abriu uma guerra entre a Autoridade de Saúde e os responsáveis pelo socorro. Tudo porque os bombeiros terão dado as vítimas como mortas, sem a presença de um médico.
"Pelo aparato do acidente, é provável que as vítimas estivessem sem vida.
Mas quem está habilitado para verificar o óbito é um médico.
Não são os bombeiros que vão decidir perante uma morte aparente", afirma Hélder Mendes, da Autoridade de Saúde de Santarém.
De acordo com o INEM, o alerta para o sinistro "foi dado por um cidadão, às 03h50", que "não forneceu mais dados" que justificassem o activamento da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).
Foram accionadas três ambulâncias, duas dos Voluntários do Cartaxo e uma dos Municipais de Santarém que, pelas 04h26, reportaram a existência de um veículo capotado com duas vítimas encarceradas, "já sem vida".
Perante estes dados, "a VMER não foi accionada", adianta o INEM.
Hélder Mendes critica o procedimento.
"Não quero culpar ninguém, mas o que deviam ter feito era levá-los de imediato para o hospital."
No acidente morreu um casal, de 26 e 31 anos, residente em Lisboa.
Fonte: CM
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